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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

15 Medidas


28
Maçãs que tombam de as tentar entender
e a ordem que permite o que acontece
numa mutação lenta que não nos pertence.

Aonde param as medidas do Universo
se ele é Infinito.

A desordem criativa
permite explicar tudo
porque a explicação de nada
é de tudo a explicação de tudo
também
e o resto, se o houver, é relativo
é desordem, cansaço ou peso
de querer muito permanecer
neste relativo bem estar
de haver Infinito e Perfeito
por entender
na desordem viciante de querer fazer
o que já está feito
de querer entender do que vejo
e não entendo
o que sou em cada momento
depressivo de continuar vivo.

As viagens que faço são longas
de serem tão curtas no tempo
de as ter em cada sonho, acordado
desacordado ou discordando
de ser sempre o menino
que já não sou
de o ser sempre na compreensão
que por mim viaja
lentamente

no sonho de estar acordado
e perdido da compreensão
que por mim viaja

olhando as janelas da paisagem que passa
e só o menino entende
e não acorda
ou acorda mas não concorda
e assim viaja na boleia constante
da compreensão envelhecida
perdida.

Faço um caminho constante
de acordar a consciência
e andar passo a passo.

Longos ou curtos
na cadência dos momentos
das paixões e dos tormentos
das soluções que passam
ou perpassam
no cinema de ter cabeça
que não se desliga.

Da insónia ou sonho que acorda os passos todos
se  fazem os iludidos
os conscientes, os sobreviventes
de ainda permanecerem visíveis
no descerrar das cortinas do tempo
uma por uma, no tempo de cada uma
e de cada espelho de Dorian inteiro.

O paraíso aos pedaços
em cada pedaço do Universo
o Infinito partícula por partícula
para que tudo possa ser importante
no que se perde e no que se ganha
de repetitivo mas vivo.

Do saturado se faz o sedento
e o cansaço de ser espremido
é o cansaço de haver sempre gotas
guardadas e preciosas
de as querer para sempre
guardadas como espinhos
cravados
como hábitos que permanecem
na dor e no silêncio.

Estarei acordado, ou este delírio constante
é isso
o que por mim vive
de ponto a ponto
de tudo serem pontas por amarrar
pontos a unir
no desgravar de todos
para que nunca pareça repetido
o que se repete sucessivo
ponto a ponto
de cada
e em cada momento
de serem sempre a novidade constante
da novidade que se repete constante
como um pêndulo
que não acrescenta tempo
nem o dá
enquanto o marca
no balanço tolo
que a nada leva
e a nenhum lado
vai ter.





1 comentário:

  1. já não me recordava das maçãs que tombam
    no momento delas
    nas medidas certas
    infinitas do Universo

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