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domingo, 19 de fevereiro de 2012

12 ABC

47
No Japão em turnos de cinquenta
Homens entregam as suas vidas a uma luta
para o bem de todos
que nunca será o deles
tão certa é a morte que os aguarda
e contudo aceitam na coragem de a conhecerem.

Aqui, por orgulho, não se cede uma virgula
ao que não cede uma letra ou um numero
porque o bem comum é só
o de alguns compadrios e favores por pagar
e desde os saudosistas de Estaline
que sonham com a democracia da Coreia do Norte
aos que defendem as ditaduras do Mundo Islâmico
um lago sem fundo de intenções afogadas
boas e más se afundam na vergonha
de não haver mais vergonha.

Unir esforços e a eles entregar o valor
dos valores todos, o sacrifício do que mais importa
numa dádiva sem retorno.

Unir os conflitos e arredar os interesses particulares
esquecer as devoções pelo ocidente, pelo oriente
e congregar esforços no que somos
pelo que somos
num sacrifício de todos, pelo bem de todos.

O remédio é só um mas todos retardam dos dedos
a garganta e a solução inevitável
de quem gastou e agora tem que pagar
de quem comeu e agora tem que vomitar
inevitavelmente.

Não entendo esta falta de entendimento
esta recusa de um consenso
quando há vidas que se entregam
e aqui
tudo parece ser um jogo de interesses
de dinheiro e prestigio
enquanto se berra
um patriotismo
pelo qual
nada
se quer sacrificar.

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