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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

5 Negro Luminoso

21
Morreu um Homem bom
cumpriu o destino de quem vive
com a mesma rectidão, que poderia ser o seu nome
se não fosse Manuel Lopes de Seabra
o que não incomodava nunca
mas queria ajudar sempre.

Era do tempo
em que as coisas se faziam para durar
os panos nunca eram velhos mas usados
e as ideias eram pensadas e a palavra era um tesouro
que se preservava limpo e reservado
para quem o merecia.

O que dizer da paz que dele me transbordava
do sossego que ele me conseguia
de estar lá, em cada pergunta, em cada presença
de estar lá no local que ele conseguia
sempre certo e oportuno.

Morreu um Homem bom
uma vida longa fez-se tão curta
na hora de o perder e sentir fundo e longo
o vazio que deixou de Homem bom
que se foi, velho na idade, tão jovem nos valores
que toda a vida cultivou e tão raros se fizeram
no que agora sobra sem ele.

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