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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Ser

Todos os dias somos e nem sempre o somos, sempre da mesma maneira. Oscilam as vontades de um dia chover e no outro tremer, de um frio que não se explica, no calor de estar vivo e por isso existe, com mais força, de o sentir quente no respirar, no ritmo de ser ou estar vivo e arrastar razões que se perdem fáceis e se ganham inúteis.
Sou o que não sou, de mau ou de bom, para muitos que me conhecem, como eu os conheço, mal. Retiro opiniões como icebergues, que pinto da cor que não têm, submersos. Sou em cada dose de porcaria que vejo, a porcaria que sou, para quem me olha e só avista o insulto, o tropeção fácil, o acordar da chuva ou do sol, o adormecer de tantas  vezes para que, de motivo nenhum, se possam fazer os motivos todos.

11 PAPEL BRANCO


55
Nos dias de tolerância
do que é feito de merda
eu recordo a merda de que sou feito
e quase desculpo os erros todos
na lembrança da minha consciência
que recorda os meus
e os aumenta com o riso da perfeição
impossivel.


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