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O sentido da vida
em cada prego que nela se espeta
é estar vivo
como madeira rija ou macia
nos pregos que torcem
e nos que quebram
nos que entram fundo
e nela permanecem
apodrecendo com ela
e acabando com ela.
Misérias pequenas como areia fina
que desgasta o que dela se desgasta
num proveito de esvair
ao vento que a espalha
como sensações por sentir
num regresso sem partida.
Tenta-se a vida toda
encontrar a verdade que a valha
para no fim sentir
no que se vai
a verdade
na vida que se vai
abençoada e desperdiçada
toda.
Começar ignorante e terminar nada sabendo
ResponderEliminarno entretanto universos perdidos
cravados e desencravados
no tempo sempre limpo
sempre o mesmo
afogando tudo por igual.