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JULHO
Já nem me sinto culpado
sinto a culpa toda
a culpa de uma condenação
que dei em vez de receber.
Os passos todos que foram dados
e tantos tiveram a preocupação
de mo anunciar
ficaram gravados no meu sempre
ao lado, em redor
por dentro e por fora de tudo.
Nestes dois anos uma vida mais longa
do que a minha
anseia embebedar os instantes todos
e nem isso pode.
Parecem vómitos que me sufocam
constantes de os saber meus
para sempre
de os guardar nesta bebedeira
de não a ter em cada instante
nos passos todos
que foram dados
e no meu sempre
para sempre colados.
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