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OLHO
longamente o vazio de uma folha
em branco
e lentamente nela sonho, os pesadelos
e os sonhos
possiveis que eu nem conheço.
A todos eu ponho
na brancura do papel
que não sujo, incapaz de o manchar
da brancura suja que por mim pensa
acumulando borrões
luzes e escuridões
QUE AOS SAPATOS
de um caminho de esquinas escusadas
e encontrões colados
se grudam por nadas e por tudo.
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