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Da bebedeira de estar vivo
sobra sempre a ressaca
de estar vivo
de um dia passear nas estrelas
e no outro das Marianas
sentir as Fossas que se erguem
de estarem lá, no sitio sempre certo
de as encontrar e de as perder.
O tempero aguarda o paladar
do dia
do sal e do picante
de uns dias tudo ser jantar
e noutros
se levantarem os momentos todos
para que noutros
tudo pareça deitar
o que ainda nem se levantou.
Um travesseiro que desligue
esta bebedeira dos sentidos
que permita da ressaca dos momentos
o desligar dela
no descanso dos passamentos
dos passatempos
dos pensamentos.
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