Um livro
nem muito grande
nem muito pequeno.
Um Presente do meio para o fim
talvez no fim
talvez não
avança lento, página a página
procurando na brancura de cada uma
o silêncio
em cada letra a sua cor
em cada palavra o resplendor
de haver lua e sol
e amor que vive
como raio de luz
trespassando distâncias
e regressando
em cada pausa o recordar
nas folhas ainda brancas
de momentos, os momentos
de os querer num espelho de sonho
de os ter
momento a momento
sonho a sonho
em cada pausa do Infinito
luminoso Presente
de fadas sons e ecos
espelhados.
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Afago do meu Luís, a cabeça na almofada
não me vê mas sentiu
e o tempo pára, no afagar das sobrancelhas
no sorriso quieto
nesta consciência mínima de estar lá
quieto e precioso
longas viagens faço, no silêncio
de estar
ao lado dele
miudezas de sentir, de as sentir todas
de as tentar todas
lentas regressam as palavras
faiscando cores, sabores e amores
dando som ao silêncio que ouvia
ao vazio que repousa
O eterno cansado de cada um
lentos regressam cores e sonhos
como gotas de uma sede guardada
e o Presente persiste em ser Presente
folha a folha, dentro e fora do sentir
escalpelo de amar e amar
miudeza a miudeza, tudo
nada se perde, tudo se encontra
neste olhar e conservar, pequenas fadas em cada letra
Hadas em cada palavra
o Infinito como Presente desfolhado
lento, seguindo marcações
como flores que nunca murcham
os silêncios de viver
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Entre las páginas de colores y el amor por un ser, ahí queda a veces prendido un presente que ni el cansancio puede sacarte de allí. En ese silencio se siente y se escucha palpitar a la vida.
ResponderEliminarUn abrazo, querido amigo.
A vida é um silêncio, que gosta de ser quebrado, um vazio que se preenche das cores de viver. Obrigado Mila pelo silêncio quebrado, pelas cores que se permutam.
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