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sábado, 26 de dezembro de 2015

Agora, agora é agora.

Agora que o Natal se esgueirou
repleto das boas intenções
que o fazem e dele sobram.
Quase todas sobraram
quase todas.

Agora que o ano novo nos vai consumir,
numa alegria que ao rosto se cola,
os restos do ano velho
enquanto mantenho
o sorriso dentro.

Agora que o Natal se guardou
entretenho os dedos da cabeça
desfolhando os presentes datados
entre o que havia
e o que agora tenho.

Agora no aguardar das folhas todas
de um caderno ainda húmido
das cores que se fizeram borrões
guardo a ideia de pinturas
como chagas.

Agora que uma nova adenda escorre
e antes que se una ao livro veloz
escolho e recolho linhas, de as querer ainda
um pouco   mais   no presente
ou eternas.

Agora que procuro neste bamboleio desfocado
o equilíbrio do que senti passar
faço o balanço e nele deito a poeira
das estrelas, nas letras azuis, desfeitas
na vida, bênção que fica.

2 comentários:

  1. No encuentro el significado, pero es como,si costase desprenderse de lo viejo ,por miedo , aque lo nuevo fuera peor
    pero no lo sè .

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  2. Nem novo nem velho
    mas vivo
    e amarrado à vida

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