No Sonho uma voz doce
orienta o percurso, magia que me toca
suave brisa que me afaga
enquanto percorro veredas novas
de serem as mesmas
com outros olhos
com outro sentir
dos passos
as marcas
e o tempo, sempre o tempo
as sombras e a magia de ouvir a lua
e andar perdido em cada encontro
em cada momento curto
de os sentir como ecos saboreados
viajar quieto no desenrolar de imagens
no voar sonhos e ventura de pensar
de construir novidades e partilhar
andando sempre, ouvi silêncio num crescendo
que começou maravilhoso, melodioso
ocupando o vácuo negro, como cadeiras
ordeiramente, sem pressa num leve tilintar
que acentuava o fundo silencioso
.....depois cresceu como berros de os sentir
sem os ouvir, desorientado, aturdido parei
o céu fechou-se, o horizonte encerrou
e no pequeno aposento eu era o centro
e dos cantos todos e do tecto e do chão
brotavam vozes e nenhuma era
do Sonho o inicio, algumas pareciam mas não eram
nenhuma era
e o silêncio fugiu no encontro das estrelas
enquanto as vozes se erguiam
falando para tudo, ou para nada
longamente e não dizendo nada
do que faltava, do que faltava
e no centro se aninhava
no sonho, no sonho, no sonho
que se recusava acabar
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