56
Repetem-se sucessivamente
os dias
e os sentimentos
dos dias
para que se usem as cores
todas
que nunca se esgotam.
Nesta lotaria da cor certa
do sentimento errado
em cada ajustar do momento
que nunca se repete
nunca acerta
e é sempre
o tentar sucessivo dos sentimentos
todos
que nunca acertam
nunca se completam
na nostalgia que se enrola
nas saudades
e se acaba na aprendizagem
de nunca saber
nada.
Aonde reside o limite do amor?
E do ódio?
Do choro e do riso, do que se aguenta
e do que também se aguenta?
O mistério do que é pequeno
e contudo move tudo
desloca-se na brancura de tudo ser sempre novo
mesmo quando se acaba
branco, branco
acabado.
Sem comentários:
Enviar um comentário