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sexta-feira, 11 de maio de 2012

1000 Portugueses

Um número redondo ,que foi crescendo, nestes últimos meses, de leitores ou curiosos deste blogue.
Vazio porque se enche, cheio porque recolhe faíscas e só guarda delas, momentos,inspirações ou batimentos de estar vivo, como vazios de entretanto, como luzes visíveis de se fundirem, na visão e na falta que as apaga.

Conhecimentos como água límpida, que se bebe, que parece saciar e o faz, de parecer, de ser.
Depois há gotas que turvam, o que se conhece, o que acontece e nada parece do que parecia persistir.

Medidas que se unem, desiguais, como de uma corrente pedaços, que se colam justapostos, prolongados de haver memória e sentir que dela ressalta, uma corrente aos pedaços, que se colam, que se desenrolam sempre, de ainda o fazerem, neste conhecimento, supremo, de desconhecer sempre, dos desenrolados, os que rolam, os de ontem, os de hoje no acordar de madrugada, no sono cansado de não conseguir dormir.
Medidas de tempo, que se unem no tempo, valores que trespassam vidas e persistem nos Sasssetis que morrem e nos, que              os persistem, sobreviventes de poderem ouvir, ainda, a " Metamorfose" que ouço como respiro, de o fazer mais vezes, para poder ouvir mais vezes, os sons de estar vivo, estes e outros e são tantos, vivos de estarem mortos, neste momento vivo, sucessivo de olhar um dia de cada vez, no Luís que respira, deitado e dependente mas vivo, metamorfose de o ter tido e de o ter agora, diferente, tão diferente e vivo.
De mortos, de vivos e esquecidos se faz esta régua tortuosa, de andar direito nos passos tortos, de entender, desentendendo cada pedaço, de cada mão, de um tempo de não agarrar tempo nenhum.
Palavras como latas de tinta atiradas, rabiscos de o serem, rabiscos e só isso.

2 comentários:

  1. Esta forma de respirar preenche e macera. Esta atenção ao não-ser é homenagem, estende-se também à vida travestida que dói e sossega, um sossego desassossegado.

    A efemeridade do tempo de cada um é um grito como o da criança que acaba de nascer. A escrita é assim um nascimento, mas para a eternidade.

    Força e um abraço.

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  2. Obrigado por entender por fora, o que eu não entendo por dentro e num vicio de perna curta, cabeça torcida, circundo e circundo. descobrindo vida em cada recanto repetido, de nunca se repetirem os momentos e os cantos que embalam.

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