O Sol entra quente na janela que o solta, pelas sensações, teclado, emoções da chuva. Da pausa do sol ou da chuva, o recordar de um e de uma, em cada prato da balança, perdida do zero infinito, por alcançar, em cada sensação, em cada cabeça encontrada, na chuva que vem e no sol que lhe sucede como variantes infinitas,do vazio de cabeças repletas.
4 CIRCULOS QUE SE ESTREITAM, VASTIDÃO QUE SE ENCERRRA.
8
A um nada se soma outro nada
e o tempo passa
e tudo se acaba.
Tudo envelhece e tudo apetece
passo o tempo adormecido
na inércia que me vive
tudo envelhece e nada apetece.
Preciso do que me rodeia
para sentir que se acaba
preciso de sentir tudo
para nada sentir.
Preciso de apalpar cada pedaço
do que posso e faço
em cada passo.
Preciso do perfeito
que em nada sinto
e contudo é em cada pedaço
de cada passo que se acaba.
Preciso da procura
que não encontra
preciso de olhar
para não ver.
Preciso do vazio que me enche
para que de mim transborde
no vazio que em tudo sinto.
Preciso de sentir
que não o faço
para sentir do que sinto
o que nunca farei.
Pouco a pouco se fecha o estreito circulo
que a todos fecha
e com todos se acaba.
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