Vou em 54, todos diferentes, pelos locais, pelas conotações do dia ou por ser o primeiro, do mês das novenas, o mês de Fátima ou do Estado Novo, velho antes de o ser. Aonde pára o primeiro, depois de Abril, o primeiro? Os das correrias, mortos e cartazes e uma fé que parecia virar o Mundo, sacudindo o feio, o acabado e colocando na toalha o espirito do que é belo, distorcido desde o inicio, pela fome do proibido, pela ditadura da liberdade, pelo excesso.
É só mais um dia, nascem amigos, morrem Senas e é só mais um dia, que já foi vermelho e agora parece azul, de gelo, ou vice versa para que as cores não pareçam ser mais do que são, cores e nada mais, o resto no somar de dias, aventurados, todos, abençoados, é o que é
de passos que agora se dão, de portas que sempre se fecharam, no abrir de cada uma, de cada dia, sempre o primeiro dos que o seguem
como contas por pagar, sempre por pagar e sempre pagas na novena de cada dia, no ajoelhar de aguentar, as novidades e as cores de cada dia, sempre o primeiro e sempre, o primeiro.
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