O mal e o bem como pratos de uma balança entre as orelhas, o faiscar de mundos fechados e tão diferentes em cada piscar de vida, em cada faiscar de ideias, entre as orelhas, no piscar das luzes, negro e branco e o escorrer de cores sempre diferentes em cada faiscar na vastidão entre as orelhas.
O mal e o bem vagueiam, quase se unem no ondular do sentir, no mal de uns ser o bem de outros, em cada tiro entre as orelhas, em cada morte de iguais, em nome de nada ou em nome de ser diferente, cada um , cada ser, igual, igual de nunca o ser.
O mal e o bem em cada criança fervida, em cada degolado, o bem e o mal como âncoras enterradas fundas em cada barbaridade. Somos todos tão iguais, iguais demais nos que matam e nos que morrem, iguais no tempo que a todos consome, iguais, iguais em cada âncora arrastada, em cada corrente quebrada, em cada diferença que pensa e acaba.
O mal e o bem...
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sábado, 23 de agosto de 2014
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
O DOBRAR DAS ESQUINAS.
Esquinas de escutar
sons de os ter na cabeça
só
bons e maus de os ter na cabeça
só
como realidade de não ter havido.
Linha a linha se acumula o infinito
o espaço vazio que o enche
e os sons que berram
o silêncio de ser.
Sinos que racham, o espaço redondo
o som perdido de ter soado
redondo e logo rachado.
Ruídos diferentes, sons e silêncio deformado
de não haver, de não o ver, de não ouvir
empacotado por espaços pequenos
diferentes
pequenos.
Soluços, hiatos, vogais perdidas
crenças na ponta dos dedos
e linhas, linhas e mais linhas
de entender e de sentir
de sentir e de entender.
O dobrar dos sons, o expandir de cada um
em cada regresso, de cada um
de cada som redondo
de cada esquina arredondada
dobrada
rachada.
O vazio entre extremos faísca diferenças
pequenas
pormenores que se definem de os pensar
e depois crescem indiferentes.
Os sentimentos fazem-se redondos de os circundar
as linhas crescem redondas
como balões por furar.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Conflitos.
Mutações imperceptíveis, nuances
de nuances, noções de aprender e desaprender
valores que são, valores que não são
mas ficam espalhados e sem prestimo
por campos e campos sem razão
na terra de ninguém, na culpa de ninguém.
Campos sagrados de milho ou de areia
de sangue e destroços.
de nuances, noções de aprender e desaprender
valores que são, valores que não são
mas ficam espalhados e sem prestimo
por campos e campos sem razão
na terra de ninguém, na culpa de ninguém.
Campos sagrados de milho ou de areia
de sangue e destroços.
terça-feira, 15 de julho de 2014
O dia todo.
Todos os dias, ao longo e durante o dia todo se fazem as palavras de as poder perder, o dia todo.
Simples registos que a cabeça arrasta, moldando e guardando os mais salientes, os que arranham, os que persistem no tempo e nas sensações, como marcos de olhar, de reler, de sentir o que muda e o que parece, nesta mudança constante, não mudar.
Registos simples que se complicam no tempo, como gotas caídas lentas, formando lagos lentos e opacos. A luz dentro permite sombras de as ver fora, marcas ténues, de sentimentos e sensações, de os erguer, de os perder, de os manter nesta ilusão feliz, de tantas cores novas alcançadas, em cada corsensação perdida.
A luz de dentro, a de apagar e de novo acender, a razão e os motivos que se afogam e logo se pescam de novo. Brilha limpa pelo tempo que a não fundiu ainda, brilha nas névoas velhas, no presente, no futuro, no criar e no desfazer de ilusões, sempre novas no erguer de cada uma, sempre iguais em cada diferença de cada uma. O que mais importa é um vazio fundo que se guarda silencioso, o que mais importa circunda os sonhos dentro e vive nos limites de dentro...............................................................
O que mais importa está sempre fora, nas linhas sempre rectas que se encurvam dentro.
Simples registos que a cabeça arrasta, moldando e guardando os mais salientes, os que arranham, os que persistem no tempo e nas sensações, como marcos de olhar, de reler, de sentir o que muda e o que parece, nesta mudança constante, não mudar.
Registos simples que se complicam no tempo, como gotas caídas lentas, formando lagos lentos e opacos. A luz dentro permite sombras de as ver fora, marcas ténues, de sentimentos e sensações, de os erguer, de os perder, de os manter nesta ilusão feliz, de tantas cores novas alcançadas, em cada corsensação perdida.
A luz de dentro, a de apagar e de novo acender, a razão e os motivos que se afogam e logo se pescam de novo. Brilha limpa pelo tempo que a não fundiu ainda, brilha nas névoas velhas, no presente, no futuro, no criar e no desfazer de ilusões, sempre novas no erguer de cada uma, sempre iguais em cada diferença de cada uma. O que mais importa é um vazio fundo que se guarda silencioso, o que mais importa circunda os sonhos dentro e vive nos limites de dentro...............................................................
O que mais importa está sempre fora, nas linhas sempre rectas que se encurvam dentro.
sexta-feira, 4 de julho de 2014
3 de Julho de 2009.
3 de Julho de 2014. O tempo passa de não pertencer a nada, fica encalhado, emprestado às ondas que o trazem e o levam. Aquários de os tentar, guardados de estarem sempre perdidos, no tempo, ao tempo, pequeno como areia dispersa, pedra desfeita que de novo se junta, ao tempo, com tempo...
quarta-feira, 2 de julho de 2014
A Sophia e o meu Luís quieto.
A Sophia no Panteão e o meu Luís a suspirar, com os meus afagos lentos de não querer agitar o sossego que me permite. Discursos de não dizer nada, rodear as palavras de um vazio constante, que as permita crescer, inchar num estouro de circunstância vazio mas festivo.
A Sophia marçana de vida de amor e poemas, enrola num mar sereno, de ondas e felicidade, as palavras todas de as ter feito de todos, viva, sem Panteão, viva de um infinito que viveu.
A Sophia marçana de vida de amor e poemas, enrola num mar sereno, de ondas e felicidade, as palavras todas de as ter feito de todos, viva, sem Panteão, viva de um infinito que viveu.
terça-feira, 1 de julho de 2014
A normal.
Normal é um arrepio.
Soma de somas que a nada levam
além do erro de uma conta que se desconta em cada instante.
Anormal sempre, em cada momento de o serem todos
quietos no espaço, quietos no rebobinar normal
de cada momento
quieto, a, normal.
Todos iguais de nunca o serem.
Iguais ou diferentes?
Todos diferentes de nunca o serem.
Diferentes ou iguais?
Diferenças pequenas
no que aparenta, no que parece
no que é de nunca o ser
riso de o ter, de o não ter
riso de ser a verdade do engano
riso de ser a verdade dos dias todos
os dias e os enganados
todos
os dias todos.
Colham diferenças
por mim
que as sinto sempre iguais
de as ter, de as sentir
de as ser e de assentir
o estar de pé, o sentir de nada
o nada que permite tudo
neste vazio de palavras plenas
de um vazio que enche
os sentidos, as palavras e o vazio repleto de sons
de não os ouvir.
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