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quinta-feira, 7 de agosto de 2014
O DOBRAR DAS ESQUINAS.
Esquinas de escutar
sons de os ter na cabeça
só
bons e maus de os ter na cabeça
só
como realidade de não ter havido.
Linha a linha se acumula o infinito
o espaço vazio que o enche
e os sons que berram
o silêncio de ser.
Sinos que racham, o espaço redondo
o som perdido de ter soado
redondo e logo rachado.
Ruídos diferentes, sons e silêncio deformado
de não haver, de não o ver, de não ouvir
empacotado por espaços pequenos
diferentes
pequenos.
Soluços, hiatos, vogais perdidas
crenças na ponta dos dedos
e linhas, linhas e mais linhas
de entender e de sentir
de sentir e de entender.
O dobrar dos sons, o expandir de cada um
em cada regresso, de cada um
de cada som redondo
de cada esquina arredondada
dobrada
rachada.
O vazio entre extremos faísca diferenças
pequenas
pormenores que se definem de os pensar
e depois crescem indiferentes.
Os sentimentos fazem-se redondos de os circundar
as linhas crescem redondas
como balões por furar.
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