O mal e o bem como pratos de uma balança entre as orelhas, o faiscar de mundos fechados e tão diferentes em cada piscar de vida, em cada faiscar de ideias, entre as orelhas, no piscar das luzes, negro e branco e o escorrer de cores sempre diferentes em cada faiscar na vastidão entre as orelhas.
O mal e o bem vagueiam, quase se unem no ondular do sentir, no mal de uns ser o bem de outros, em cada tiro entre as orelhas, em cada morte de iguais, em nome de nada ou em nome de ser diferente, cada um , cada ser, igual, igual de nunca o ser.
O mal e o bem em cada criança fervida, em cada degolado, o bem e o mal como âncoras enterradas fundas em cada barbaridade. Somos todos tão iguais, iguais demais nos que matam e nos que morrem, iguais no tempo que a todos consome, iguais, iguais em cada âncora arrastada, em cada corrente quebrada, em cada diferença que pensa e acaba.
O mal e o bem...
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