Ritmos, ritmos e as melodias parecem perdidas nesta pressa que se espalha como gotas cansadas de correr e depois correm no lento ajuntar de todas.
Pessoas e pessoas e aparências, maravilhas perdidas e recuperadas e o som e o som extasiante do silêncio, a luz que parte antes de surgir.
Ando numa onda de bailes ou de fadas neste redescobrir do que é meu, nomes que parecem cantos, Ofélia, Adélia. Meninas que eu já nem conhecia e agora me surgem capazes de embelezar o que escrevo, só de o lerem.
Aonde pára a razão na poesia?, No sonho, nos sentimentos que se esticam agudos, deformando razões e realidades, paisagens que desfilam dentro e esvoaçam fora e acabam como portas constantes de se fecharem.
Um caminho curto de parecer longo e tem sempre o mesmo tamanho
de um inicio, de um fim,
de portas que se vão fechando nas costas e pensar é o sentir ondas de calor e de frio que ondulam as imagens do tempo,
fazendo-as sempre diferentes em cada vida que nos toca
em cada partida que nos deixa
na pobreza que em cada um se fecha.
Poesia das palavras que parecem significar tudo e nada são fora do sentir que as possa entender,
nos limites estreitos
da vasta e rica pobreza
que em cada um se fecha.
Jorge borges pessoas de pessoa feitos
ResponderEliminarpessoas de mim
encontradas assim numa qualquer margem
de um rio
assim como quem vem
devagarinho
assim
desassossegadamente à mente
como verdade da mentira
que mentira não é
porque
me existiram desde sempre e agora
me são...
...pedras de rio areias de um mar dentro
Eliminarque lava e logo retorna
como gente de que sou feito.
Repetem-se as ilusões
ResponderEliminarcomo ondas quentes
que no tempo arrefecem
dispersando visões
nas ondas do tempo
que trazem e depois levam.