Hoje a minha mãe morreu e o presente
é agora só passado
desembrulhado.
Morreu a minha mãe e um quieto presente
parece afundar no passado que se ergue.
O momento é sempre certo para morrer,
não há volta que se possa dar ao momento
que vem sempre certo.
Será do tempo?
Ou das palavras que escorrem fluidas de cabeça em cabeça
como água colorida
em poças de dor e prazer,
em cores de serem belas
ou belos borrões.
Tenho os sentidos bêbados
desta longa garrafa vazia
de agora as gotas serem todas passadas
saudades de um tempo que foi o meu tempo
todo
que acabou
e eu continuo.
As datas nunca marcadas surgem sempre e nunca, nunca se conta com elas mas surgem sempre.
ResponderEliminarEstar no presente
ResponderEliminarolhar o de ontem
e ainda ter datas para marcar.