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quarta-feira, 20 de março de 2013

Rio de palavras dispersas.

Ritmos, ritmos e as melodias parecem perdidas nesta pressa que se espalha como gotas cansadas de correr e depois correm no lento ajuntar de todas.

Pessoas e pessoas e aparências, maravilhas perdidas e recuperadas e o som e o som extasiante do silêncio, a luz que parte antes de surgir.

Ando numa onda de bailes ou de fadas neste redescobrir do que é meu, nomes que parecem cantos, Ofélia, Adélia. Meninas que eu já nem conhecia e agora me surgem capazes de embelezar o que escrevo, só de o lerem.

Aonde pára a razão na poesia?, No sonho, nos sentimentos que se esticam agudos, deformando razões e realidades, paisagens que desfilam dentro e esvoaçam fora e acabam como portas constantes de se fecharem.
Um caminho curto de parecer longo e tem sempre o mesmo tamanho
de um inicio, de um fim,
de portas que se vão fechando nas costas e pensar é o sentir ondas de calor e de frio que ondulam as imagens do tempo,
fazendo-as sempre diferentes em cada vida que nos toca
em cada partida que nos deixa
na pobreza que em cada um se fecha.

Poesia das palavras que parecem significar tudo e nada são fora do sentir que as possa entender,
nos limites estreitos
da vasta e rica pobreza
que em cada um se fecha.

3 comentários:

  1. Jorge borges pessoas de pessoa feitos
    pessoas de mim
    encontradas assim numa qualquer margem
    de um rio
    assim como quem vem
    devagarinho
    assim
    desassossegadamente à mente
    como verdade da mentira
    que mentira não é
    porque
    me existiram desde sempre e agora
    me são...

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    Respostas
    1. ...pedras de rio areias de um mar dentro
      que lava e logo retorna
      como gente de que sou feito.

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  2. Repetem-se as ilusões
    como ondas quentes
    que no tempo arrefecem
    dispersando visões
    nas ondas do tempo
    que trazem e depois levam.

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