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sexta-feira, 15 de março de 2013

Sentir para entender

Sentir ou entender
entender para sentir
as cores e as sensações num quadro de vazios
como
silêncios
ecos e linhas
horizontes quietos
entendidos em cada caverna de Platão
sentidos partidos.

O tempo parece a refeição que se retarda
no apreciar os sabores todos,
distintos mas engolidos todos
em cada garfada
em cada colherada, em cada golo
em cada calor que arrefece
em cada frio que aquece os momentos prolongados,
prolongados e acabados.

Parece o caminho de ver tudo,
a paisagem que desfila, os que vão, os que passam e os que ficam
e depois acaba o caminho e tudo ficou visto,
tudo em cada caminho fica visto no fim do caminho.

Sensações nas cores todas
prolongam as cores todas
pelos dias todos
e depois param.

Sentir ou entender o encerrar de momentos
em cada depois
em cada queda de erguer ainda
as ideias desconexas
de as haver ainda
numa pergunta constante de assim ser
uma  pergunta constante que só o tempo entende
só e tempo e sentir
e tentar entender.






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