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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Datas que se marcam

Assim ou assando variando ou andando,
nascendo e morrendo
de que cor se fazem as cores do que parece,
do,
do que acontece e depois fica eterno,
no pedaço de eternidade de cada um,
de cada elo mais elo que se quebra de continuar.

Uma palavra e ao lado outra,
um sentido e o outro,
as coisas brincam às escondidas de se mostrarem
e não serem entendidas,
tudo é tão simples
que os filtros do entendimento
entopem
e variam,
incapazes da linha direita
do inicio e do fim,
ruminantes de erva que não há.

Religiões pelos cantos
todos
certezas ao alcance das mãos
e dos pés
noções fundamentais de só alguns entenderem
congelam infernos do fogo de ser
negro do tempo que passa
em camadas de ilusões
de vida e de beleza
de instantes como camadas.

As tintas de ser em camadas finas
pesam a lata inteira
e o ver e o sentir o feio e o belo
o de todos
na visão estreita de cada um.

Traços marcam antes e marcam depois
e o contar de dias é um passeio imposto que se faz vida
e agrada em cada momento
de a sentir antes
antes na espera de antes
enquanto duram os momentos de espera
de ser tudo antes
antes
e tudo é bom mesmo quando parece mau
neste pulsar de estar vivo.

4 comentários:

  1. ¡Gracias ETERNAS +Jorge Manuel Braga! (Me ha encantado este GRAN POEMA). ¡BESAZOS DE BUENAS NOCHES! 👍👏🌝

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  2. Todo está unido, nada separado en este caminar. Y es cosa de cada quien el ver la belleza o su contrario, así hasta en el color que se elige en cada emoción. Nada es casual y todo necesario en este mundo de luces y sombras. Una reflexión de vida que contempla el todo como proceso natural de vida.
    Un abrazo, Jorge.

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