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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O travar dos momentos.

O mistério de um  copo de areia,
de uma folha branca ligeiramente coberta
de uma fina camada de poeira.

A solução de procurar mistérios no vazio do tempo,
preenchendo o vazio de mistérios e de tempo,
entendendo que as coisas são de sentir,
e as soluções são
e só são
o resultado final.

Percorrer pelos sentidos que entendem
e nunca pelo entender
que se perde constante no haver passos
que não se podem.

Nos limites de cada um, nos limites de todos
acatar dos natais de todos os dias
os dias e os desnaturados de sempre
todos os dias e necessários sempre.

Ando acelerado, devia manter-me calado
ansioso e calado
devia correr num ofegar silencioso
reservado e cansado.

Precipícios de não ser engolido
fazem-se curtos, passos curtos digeridos
da intransigência de momentos
que permitiu os saltos e os desnecessários
nesta coerência de ser incoerente
como rumo de encher vazios de tempo e de mistérios
de monstros e armários
por baixo e por cima da cama.

Não há nada igual
nem o cinzento de cobrir quase tudo
nem o negro como vagas de uma luz
dentro
passeando cabeças, viagens de estar quieto
paisagens de as ver dentro
correndo como febre que arrefece os sentidos todos
entendidos
todos.

1 comentário:

  1. O que é meu? Nestes rabiscos de aprender tudo
    neste escorrer de nada
    neste sentido de haver razão
    sentida, perdida e depois recuperada
    nestas âncoras de ter sentido
    ancorado

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