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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Hibernar

Outono das cores novas
em que o verde ainda é verde
mas parece cansado,
folhas que caem vermelhas e amarelas,
folhas castanhas caídas e o verde ainda
como manchas de vida,
aqui e acolá,
persistente
enquanto folha por folha
tudo parece acabar nos esqueletos tortuosos
e despidos
como promessas feias
de tempos melhores.

hoje parece que entendo do terço, o repetir constante e o acabar constante, arrastado, monocórdico como fé que se varre dos cantos e a eles de novo regressa, no repetir que enxuga, no repetir que cauteriza, no repetir que prolonga os sons e as vidas como ecos

As cores de acabar, as cores de começar
todas são do branco pedaços
e nenhuma é branca
e todas são diferentes
como manchas, manchas de ser
de por e de erguer.
Momentos, tempos que passam
nesta pressa de olhar sentado
a paisagem dos meses
apeadeiros curtos insignificantes
de serem o percurso todo
de Natal a natal.











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