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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Entre o entretanto.



Sento-me no chão
de um elevador encravado
não sobe porque nada desce
não desce porque nada sobe.

Quieto neste estremecer de estar quieto
de nem assim estar quieto
porque estremece quieto.

Sinto-me num chão
que ondula o presente quieto
que se perde em cada estremecer quieto
em cada olhar de espelho
de ver tudo inteiro
fundo e perdido
mas inteiro.


5 comentários:

  1. A vida não se aquieta, acomoda-se, conforma-se mas nunca fica quieta.

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  2. Es cierto, maravilloso ! ahora te sigo Cariños

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  3. Nada hay, y está todo en ese presente que jamás se queda, mientras caminamos en él, sin ser, tantas veces...conscientes de sus movimientos; esquivos, diferentes, auténticos y únicos.
    Me sentí identificada. Gracias, Jorge.
    Un abrazo.

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    1. Os teus comentários iluminam o que sinto sentado, o que sonho acordado. Obrigado.

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