Neste blog divirto-me
com pedras e areia
miudezas que atiro num buraco negro.
Aguardo ecos de quem sinta
ou de quem não sinta
como se fosse possível
não sentir
estando vivo.
Estar.
Por vezes instalo-me no buraco negro
na medida dos limites
que não preciso de entender.
Amontoados simples
de estarem
de serem.
Sentir basta no acumular de poeira
no passar de panos, no passar migalhas e tempo
de estar
entretido, entendendo pouco do que cai
do que se ergue
de flores e encantos.
Estando.
Entender é como arrazar tudo
de nunca o entender.
Cheiros ou perfumes que o tempo fede
as medidas do que é belo
enchem-me a cabeça
e escorrem das mãos
que não seguram o tempo.
Os infinitos desfolhados
os universos esbarrados
nas paredes dentro
dementes
descrentes
dentro.
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