Pessoa é um enorme bolo que toda a gente tenta cobrir. Nada se contradiz em Pessoa, o dia não é a noite mas ambos se sucedem e se fazem coerentes.
Cortem desse bolo fatias finas de Eternidade impossivel, as vidas de não as ter vivido viveu-as com a força de ter uma verdade para cada uma.
Viagens de as fazer nos sonhos trocados, revirados e remexidos nas viagens muitas de as ter na cabeça de existir.
Desculpa Mário Viegas mas o caixão hoje dança e remexe nas coisas certas de eu ter ouvido Pedro Lamares e ainda não sei do que ouvi os sons que poderão ser meus, marés ventos e estrelas de as ter lá no alto, fundas de as sentir nos pés que as olham sempre, antes, antes de as sentir, enterradas lá no alto.
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