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terça-feira, 25 de junho de 2013

3 de Julho de 2009.

A felicidade do que há
o aceitar do que fica
um dia, sempre um de cada vez
em cada regresso, em cada afago
de o ver ainda, ainda vivo.

quatro anos de dias somados
quatro anos de o ter tido

morto
nos braços.

O sonho é sempre feito de impossíveis
de tempo que não se apalpa
de universos que não se abarcam
de infinitos escorridos
das mãos abertas
que até no sonho acordam.

As cores mudam sempre
sempre alheias da vontade do que pintam
sempre no tempo de as ter
de as ter
mesmo quando findam
no tempo de o ter
ainda
como caminho.

Sentir o perder de cada cor
nas cores que se renovam sempre
em cada fechar de ciclos, de círculos de nada
de só conterem tudo
aos pedaços do que calha
em cada respirar de o ter
repetido e já usado
de o ter repetido e usado.

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