O que nasce desenvolve igualdades
que se vão distanciando
e do que é igual
se fazem as diferenças por transpor.
Sentidos de areia amarela,
toda junta,
a mais amarela,
muita,
a menos amarela também,
toda junta amarela,
numa media amarela por toda
que a faz amarela toda
em cada passo dado,
em cada pisar de olhar distante,
amarelo.
As mesmas palavras escorridas dos dedos como areia de entreter,
formam no cair tantas formas de ser e sentir,
de estar e entender,
e de cada grão se faz a multidão.
Ódios e amores de areia amarela que o mar leva
que o mar devolve sempre iguais
sempre diferentes
como garrafas de mensagens
ao sabor de ir e ao sabor de voltar
trazendo e logo levando
os recados todos permanentes
de ir e de voltar
que alguns transmitem e outros esquecem
que alguns guardam e outros perdem.
Os sonhos todos seguram o peso dela
e cada sonho é um recado que na gaveta se fecha
garrafas vazias em gavetas cheias
que o tempo parte que o sonho consome.
Areia amarela dos sentimentos todos
todos diferentes no amarelo
das igualdades todas
todas diferentes.
Não é "mais um livro", é mais do que isso... é o resultado de grande luta e uma GRANDE PROVA DE VIDA!
ResponderEliminarPARABÉNS Jorge, venceste a primeira etapa, a partir daqui... sempre em frente!
Hermínia Ferreira
Obrigado não doí não custa nada e é assim que eu tenho a certeza de ser lido.
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