Parafusos que apertam e depois desapertam, moendo roscas e cabeças de rodarem tontas. Chaves de acertar tudo, desgastam emoções e noções e na hora de acertar partem para um novo parafuso de trezentas e sessenta e cinco voltas.
Cinquenta e cinco numa fila desigual de madeira, de pedra ou de ferro. Alguns quase partiram, desgastados, tontos de tantas voltas que parecem sem sentido e nas voltas o encontram e parecem enterrar fundo a vontade de as dar, permanecer, acontecer, ser.
De parafusos partidos foi um ano cheio que ainda não acabou.
Em cada esforço partem, em cada noção acabam e as voltas que enrolo e logo se desenrolam parecem sempre as que nunca dei, as que alguém me ofereceu numa borla do carrossel.
Um caracol desenrolado que no fim se fecha.
ResponderEliminarVoltas de retorno, de regresso ao que se ganha todos os dias, de os gastar, todos, os dias todos como benção que se ganha perdendo, os dias todos que se ganham perdendo.
ResponderEliminarJá vou em 66 parafusos...
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