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domingo, 24 de junho de 2012

O quebrar do conhecido

Acontece e é quase natural esta necessidade de pontos finais, esticados e partidos, do peso ou da falta dele, desabados, tombados, partidos de paragens agora desconhecidas, num percurso de ainda ser feito, leve de uma carga renovada, em cada paragem, em cada hiato de parecer, que se quebram as pontes do conhecido, acumulado numa colecção de tempo, quebrado, momento a momento.
Vão ser três anos, a 3 de Julho, um abismo incoerente, de estar, de ser eu que o faço em cada instante, de querer entender caminhos de nunca os ter feito, culpas de as sentir todas, uma por uma em cada desculpa, encaixada fora do tempo e do espaço.

Breyvik está inocente, acredita no que fez e só uma crença, do tamanho de um universo negro, permite tanta canalhice, tanto gullag, tanto Lidice sur Glane, Orando em tapetes de bombas de tantos nucleares sentidos.
De serem gémeas caíram no mesmo dia e as razões todas, na poeira e nos mortos se perderam, as razões todas, dos lados todos, de não haver razões perfeitas, só Homens imperfeitos e culpas, culpas que já só servem de desculpas.





8 PRECURSOS DOS PERCURSOS


3
Cortei hoje do acer negundo
o galho em que o meu filho
se pendurou
e mais dois para equilibrar
a contenda exterior
porque da interior já os passos dados
se fizeram tão pesados,
tão repisados
que nada mos pode cortar.

Eu tenho dois filhos
é o presente que ainda me resta
um é novo e saudável
o outro novo é e está em coma.


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