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sábado, 23 de junho de 2012

Riscos

O silêncio mantido dentro, quase quieto, lento, no apetite de não o romper, erguendo, subindo e quedando-se ainda.
Um pouco mais, de um silêncio dentro, no silêncio dentro, quieto, mantido em segredo, lento, no som de duas viagens paralelas.
Dentro e fora em velocidades diferentes e o som constante do silêncio, o ruído de estar e aprender a vida, vivendo-a, neste desaprender constante.
Estar preso por fios, finos fios, de só assim sentir, o aprender que se desprende, de cada segundo dentro, de cada segundo fora, como linhas riscadas, paralelas, viagens de linhas, de horizontes riscados nas migalhas, de infinito e perfeito prolongadas.


Do que apanho incompleto se faz o que arrasto sempre, de completo, em cada risco, de tempo, em cada pedaço que se espalha, de nunca se apanhar, de nada tudo.
Circulo de arestas arredondadas como um bolo de migalhas, espalhadas, que ninguém apanha

riscos de uma cabeça, que não se entendem mas existem, como riscos de preencher espaço, longos e largos, curtos e estreitos, como se a função deles fosse essa, só essa, riscos de ocupar, como pensamento riscado, de momento e espaço

riscos de Robinson gravados, tempo entalhado e no tempo apagado, risco a risco, no perdurar de alguns, no acabar de todos, incompletos de se completarem

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