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domingo, 10 de junho de 2012

Impressões

Concentram-se de um nada que existe, fazem-se tudo, mais a fasquia e o aperto, o desafogar gota por gota, de um oceano que se esmaga, esparrinhado e sempre fresco, de um espaço que por ele se esmaga.
Impressões, estudos, momentos, notas e desacordos, acordes anotados no erguer de mundos sempre pequenos, mesmo, quando parece imenso, o que brota da torneira gotejante de sentir. O impossível sempre possível, das mãos, dos limites de cada segundo finito de a todos tentar sentir, plenos, de um infinito que por eles passou, como corda desenrolada no atrito de tersido. 
Dois rabiscos,ou três, ou quatro, ou nenhum como silêncio que marca os ruídos todos, tecidos nas melodias de ouvir o que já se acabou, repercutido num eco dos tímpanos, nas gotas entupidas de ainda correrem, de um lago vazio para o vazio de um lado vazio de ainda estar vivo. Impressões, teatros e vida, máscaras que enfeitam o visual de estar, de ser, gotejantes de segundos que agarram como seus o ter e o tersido, os componentes todos, as avarias todas, entupidas de estarem vivas em cada risco, em cada esgar, de ter, deter, de ter sido.

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