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domingo, 3 de junho de 2012

O Nascer das Imagens

Em cada nascer, erguem-se imagens como um puzzle, das possibilidades todas, misturadas mas todas. Depois somam-se as peças, dias e disposições, meses e perdas, anos falecidos e há momentos em que as imagens parecem trocadas, todas, fora do sítio todas, encaixadas de terem sido forçadas.
Momentos também há, de haver luz para o certo e para o errado, horizonte de imagens fugidas de uma perfeição que o sonho pareceu ter. Depois escorrem os tempos de um tanque para outro, sobram, negras e brancas peças, que escorrem e se encaixam de não serem estanques os momentos.
Olho a paisagem quieta de o ter sossegado, não é o que foi, é o que tenho, encaixado numa sorte de ainda estar vivo. Vinte e cinco anos e não falta muito para que se façam três anos, de estar diferente, o meu filho que agora não é bipolar. Aonde encaixam as peças negras de parecerem todas iguais?
Em nenhum lado, ficam no que calha de dias que correm mundos, encalham e assim encaixam, aceites e escondidas de se fazerem tão sagradas, que tudo é sitio tudo é templo de fingir sossegos de não os ter.
Imagens como palavras que correm, musica das imagens todas, amarradas aos sons todos, ao silêncio impossível, ao tempo que se alonga em venturas e desventuras, o tempo todo venturoso, enorme em cada suspiro de haver vidas, que nem isso parecem ter sido,
mas viveram. 

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