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terça-feira, 3 de julho de 2012

Comentários do que há e não há.

Portugal no Europeu e a sensação de poder mais, ou de ser pouco este estrebuchar de palavras, das palavras que atropelam o vazio de pensar, desfeito, abstracto, liquefeito no deformar de imagens inexistentes. Soft ou hard, de sonhos, de janelas que se deitam fora, em cada virar de esquina, em cada esquerda, em cada direita, em cada finta conseguida, na falta dela?
O tempo sobra sempre, para pensar, que se pensa e os universos todos esvaziam tudo no debater de cada condenado, de o ser, de o sermos todos, o instante de um assobio, de uma falta, de uma paragem de para sempre, enquanto tudo segue, sem paragem, arredondando arestas em cada pontapé do tempo, em cada pensamento redondo de um tempo que, já, não lhe pertence.

Três anos feitos hoje, de o encontrar, de o ter ainda, de sentir que vivo ou de viver para sentir que o faço ainda, nuances como pêlos caídos ou unhas cortadas, importâncias de nada que dão valor a tudo.
Há e não há, sensação por sensação, momento de serem todos presentes, um a um os momentos, como presentes, saudades do mais novo ausente, do mais velho, do meu filho presente.

No fim da página o"  sem comentários" parece tão negativo e tão vasto, preferia o " 0 comentários" que parecia delimitar o vazio, num circulo que o guardava e de vez em quando partia.

1 comentário:

  1. As palavras, ou comentários, não enchem o vazio, nem o cheio que não se queria, pois esvazia, ou parece que enche, a alma. As palavras ajudam, quando muito, ao abraço que chega, ou ao café que demora a marcar-se. Havemos de o tomar e pôr a conversa em dia.

    Por agora apenas o abraço solidário para o caminho consciente da vida.

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