Águas calmas na cabeça
demasiado calmas dentro
agito como pedras ressaltando
as turvas águas calmas
todas se afundam fundas
de não as ver( mais) guardadas
durmo ecos agitados lentos
guardados e perdidos lá fundos
universo como linhas finas
que enrolo lentas e corto sem cor
infinito que desamarro passo
a passo de cada momento sem ele
entro no escuro de o querer mais escuro
sem cores para escolher imagens para ver
fogachos ainda vivos teimam surgir
cintilantes como estrelas que não são
no escuro se oprime a luz de a cegar
nas visões dentro novas descansadas
no escuro se faz o silêncio de entender tudo
na ausência de tudo tudo entende-se bem
no escuro de sentir dos passos as marcas
que não ficam nas palavras nas imagens
no escuro caminhar desligando mecanismos
de pensar, de sonhar, de ver e vivendo
no escuro que não dura nada se aguarda
tudo e tudo regressa do cansaço opressivo
no findar de mais um circulo mais um
dos muitos que rodam(na feira) do Circulo
depressão a depressão e o regresso
às cores desbotadas pelo tempo que passa
passatempo de olhar dos pés a cabeça
amarrada a eles de pertencer a eles
momentos de as saber lá não as sentir não as querer
Definicion de la persona depresiva ,oscuridad , miedo o terror calles sin salida , colores sin definir y problemas sin soluciones , calles estrechas que cada vez , se cierran màs y màs y no hay final , color negro no hay blanco .
ResponderEliminarFico satisfeito por ser entendido, desta vez, o grito de Munch tem demasiada cor algumas vezes, tem falta de cor noutras. Algumas vezes sinto o berro da boca aberta, noutras o vazio hiante e silencioso
EliminarPara todos os efeitos tudo é passageiro, o presente é o meu agradecimento pela compreensão do texto