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domingo, 24 de janeiro de 2016

Procuro desencontro que encontra

Procuro
e perco
recuperando e de novo perdendo

confusas imperceptíveis

imagens rodando
soando lentas
no silêncio que corre
passando apeadeiros
carreiros de sons perdidos
parecidos, confundidos

Procuro sentar o silêncio
            a meu lado
mas sobra sempre espaço
entre o meu e o silêncio
meu
duvido que seja meu
este silêncio      este ruído
que desliga o ruído dentro

Botão que aperta ou desaperta
a roupa dentro a roupa fora
a nudez de sentir dentro
a nudez de sentir fora

Procuro sons fortes
de os ter a todos dentro
sons que engulam dentro
o fora de contexto o sem texto
das palavras desarrumadas
como bichinhos barulhentos
impossíveis de calar

Procuro
sons que engulam o dentro
e me ponham fora
da corda que puxa o sino

fora do sino
que me envolve ressoante
desfasado do ouvir

perdido nas nuvens que colo às estrelas
enquanto o sonho mas põe nas mãos
e acordo preto no branco
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em degraus diferentes
o que vai dentro o que vai fora

Floresta de gente
e o ruído constante
o ser sempre diferente
este ruído permanente









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