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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Válvula de exaustão

Águas calmas na cabeça
demasiado calmas dentro

agito como pedras ressaltando
as turvas águas calmas

todas se afundam fundas
de não as ver( mais) guardadas

durmo ecos agitados lentos
guardados e perdidos  lá  fundos

universo como linhas finas
que enrolo lentas e corto sem cor

infinito que desamarro passo
a passo de cada momento sem ele

entro no escuro de o querer mais escuro
sem cores para escolher  imagens para ver

fogachos ainda vivos teimam surgir
cintilantes como estrelas que não são

no escuro se oprime a luz de a cegar
nas visões dentro  novas  descansadas

no escuro se faz o silêncio de entender tudo
na ausência de tudo  tudo entende-se bem

no escuro de sentir dos passos as marcas
que não ficam nas palavras nas imagens

no escuro caminhar desligando mecanismos
de pensar, de sonhar, de ver e vivendo

no escuro que não dura nada se aguarda
tudo e tudo regressa do cansaço opressivo

no findar de mais um circulo  mais  um
dos muitos que rodam(na feira) do Circulo

depressão a depressão e o regresso
às cores desbotadas pelo tempo que passa

passatempo de olhar dos pés a cabeça
amarrada a eles de pertencer a eles

momentos de as saber lá  não as sentir  não as querer










2 comentários:

  1. Definicion de la persona depresiva ,oscuridad , miedo o terror calles sin salida , colores sin definir y problemas sin soluciones , calles estrechas que cada vez , se cierran màs y màs y no hay final , color negro no hay blanco .

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    Respostas
    1. Fico satisfeito por ser entendido, desta vez, o grito de Munch tem demasiada cor algumas vezes, tem falta de cor noutras. Algumas vezes sinto o berro da boca aberta, noutras o vazio hiante e silencioso
      Para todos os efeitos tudo é passageiro, o presente é o meu agradecimento pela compreensão do texto

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