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domingo, 7 de dezembro de 2014

POESIA.

Poesia.
A explicação das contradições todas, todas como nenhuma e nenhuma como todas.
Poesia.
Explicar das pedras reboladas a pedra que foi, neste rebolar de pedras quietas, que o tempo move quieto.
Poesia.
Vazio de encher vazios e o que passa deixa sempre saudades, de haver sempre, por passar
afagos, canais carpicos de sentir os dedos unidos ao cérebro, ao mal e ao bem como volutas que a brisa une e logo desfaz.
Poesia.
Dos.
Dedos unidos às caricias e à violência, que chispam razões de tudo e nada demente, em cada curva, em cada mente, em cada verdade de as deixar cair nas mãos violentas ou carinhosas.

Ontem fiz jejum, enquanto aguardava, o corte sensível da mão direita, a verdade da fome foi contornada, segundo a segundo, noutras verdades constantes, no surgirem, no caírem, no serem sempre diferentes,as fomes e as noções, de as brincar, de as sentir tempo a tempo, corte a corte, no fazer, no desfazer, no refazer.
A Poesia de avançar um pé e depois o outro, no recuo de prosseguir, o sentir o simples que escorre, de cada momento, na simplicidade que se complica em cada batida, partida, perdida de cada instante.

O visor que eu tentava decifrar dava  linhas, números, tensão, ritmos e pulsações  e eu deitado, sentindo anestesiado, o remexer na mão direita, a conversa que eu não via e assim perdia, abandonando a mão, aos cortes, ao saber que eu sentia, não sentindo quase nada.
Poesia de ter sem saber, de sentir sem entender. o resumo que transforma tudo em numerus. abertus todus à puesia de ter vida como intervalo de nada.









2 comentários:

  1. Sentir o infinito em cada ínfima sensação, que se perde, na que lhe sucede, que se ganha na que segue.

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  2. ...poesia de sentir de cada segundo, em cada segundo, o infinito de sensações únicas, a unidade que se enrola, como ouriço, nos espinhos dentro de estarem lá, ainda e dentro.
    De ainda estar lá...

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