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Tolices e asneiras
que se adaptam
que se acumulam
como mobília num espírito
que a quer dispensar
e por isso as permite
na ignorância que as assimila
e com elas fica,
coladas.
O que parece igual aguenta-se
mas depois já não se aguenta
no esgotar da paciência
no acumular que não se vê
e só no fim se sente.
Ver o crescer do cabelo ou das unhas
como vejo do sol quieto a subida
ou da noite a escuridão inundada.
Ver o que se acumula e tanto nos muda
como vejo da vaga enrolada
a areia arrastada
num prolongado
a.a…a.a..a…a.a
de admiração escusada.
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