Releio momentos, palavras que os despertam, buzinas de um trafico quieto, quieto de ser curto, no espaço longo, de uma cabeça, de encerrar tudo como nada.
Buzinas como ecos dentro, de acordar, acordar vontades, perder ou adormecer momentos, que retornam diferentes, nas palavras iguais, que o tempo mudou, nas noções que mudam, desenroladas segundo a segundo.
Começar sempre com o pé direito, deitar fora o esquerdo, ou os passos perdidos pelo meio.
As palavras envelhecem nas sensações sempre novas, nas palavras sempre diferentes, consoantes do momento, melodias que soam bem e nada dizem.
Os encontros fazem-se desencontros e os desencontros encontram-se. Realidades perdidas em cada cabeça, sonhos e visões que se amontoam num jogo de perder sempre, para poder ser e perder sempre.
"Não há qualquer razão para que uma história seja como uma casa, com uma porta para entrar, janelas para ver a paisagem e uma chaminé para o fumo. Pode muito bem imaginar-se uma história com a forma de um elefante, de um campo de trigo, ou de uma chama soprada de um fósforo."
Moebius que morreu quando Giraud se foi, palavras de imagens como ecos de imagens com palavras, sonhos reais na forma que lhes foi dada, permanecem sonhos ou são reais no permanecerem?
O código de ser manda desaprender sempre, encher a garrafa de a ter vazia sempre e ter a forma dos espelhos todos, no partir de todos em cada momento.
Adorei, Jorge! Parabems!!!
ResponderEliminarFer
Ser lido é bom, comentado é optimo
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