Ontem atingi as 1000 visualizações do " 30 minutos jardineiro poeta". No ano passado publiquei dois livros,
em parte a este pequeno filme
o devo,
em grande parte ao meu filho
o devo.
Morto e depois em coma, vegetativo e agora em consciência mínima.
Encerrei muito ao longo destes cinco anos, mortos e afastados, os segundos e as pessoas, marcos e tempo e minha mãe e esta escrita de agarrar passagens, de sentir e pensar como se alguma ideia nova, de ensinar vida, de viver, ainda houvesse por descobrir e encerrar.
As "filias" e os "ismos" que nascem e crescem, a fé e as religiões que se fazem tudo e nada são sempre,
neste ter o mal e o bem encerrados na cabeça e nem deles sentir os limites.
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, isso tenho em mim todos os sonhos do mundo.
De Pessoa-Campos a génese dos sonhos todos, dos pesadelos como ideias que se criam brisas, que se fazem tempestades que acabam e recomeçam neste insano pensar o real e o sentir depois, como sons desfasados das imagens que correm sempre, o tempo, que por elas corre.
De Fernando Pinto do Amaral.
O eu sentir quando penso
e pensar enquanto sinto
origina um labirinto
onde me perco e convenço
de que tudo é indistinto,
de que o mundo se organiza
desorganizadamente
nos recônditos da mente
como uma ideia imprecisa
que quando se pensa, sente
...........................................
Do "Apócrifo pessoano" esta poeira de sentir, poeira que para muitos foi o inicio, poeira de pensar e sentir, criar e desfazer, agarrar e perder sempre.
Bolor do tempo de o pensar, de querer entendido o que é para ser vivido.
Amarras de querer firme, a incerteza que baloiça constante, o enjoo certo de viver.
Perco-me, calado se possível, quando ouço pessoas certas, de ideias certas que eu só sinto como balões cheios. Quando penso ficam vazios de o vazio ser meu.
As palavras de sempre já foram ditas e escritas todas e nenhuma ficou esquecida. As palavras de nunca foram sempre as melhores, escorrendo sempre livres das peias, teteias de um fogo extinto nunca.
Caminhos um por cada um, fé uma ao jeito de cada um, soluções todas como linhas cruzadas, enredadas e cortadas todas, como acordes que o tempo não prolongou mais, como sons de os ter havido, como variações de uma fuga permanente.
Pessoa em qualquer edição
Fernando Pinto do Amaral - Dom Quixote ou como no meu caso , revista Visão
Jorge Braga por encomenda na FNAC ou editores.
"Actos Necessários" CHIADO
"Negro Luminoso" EDITA-ME
O terceiro está entregue, mas o segundo, que na minha opinião, se elevou muito acima de mim, necessita de ser divulgado, mais, muito mais e eu continuo no recanto das coisas pequenas que se fazem enormes, aguardando comentários, prometidos muitos, aguardando.
Do escuro se faz a luz que pensa
ResponderEliminara ilusão de sentir
o escuro de ser.
Gostei particularmente da... escrita de agarrar passagens... como se alguma ideia nova ainda houvesse por descobrir...
ResponderEliminarParabéns a um grande poeta!
ResponderEliminarDerramar gotas
ResponderEliminardesamarrar sonhos
e sentir do instante molhado
do sonho largado
a sede dos momentos todos
neste sonho de haver gotas
poucas
mas vivas todas
e encontradas
no correr deste rio nem sempre sereno.
Obrigado pelos comentários
Seus escritos são tão verdadeiros, tão viscerais que enquanto me encanto te abraço nos limites dos meus rasos pensamentos ♥ “Juro-vos senhores que uma consciência muito perspicaz é uma doença, uma doença autêntica, completa. Para uso do cotidiano seria mais do que suficiente a consciência humana comum…”
ResponderEliminar(Dostoiévski)
Parabéns, deixou-me sem palavras Isaura.Obrigado
ResponderEliminarFelicidades por los libros, Jorge, y por tu gran sensibilidad como poeta para describir y entender...
ResponderEliminarLa vida son pasos, a veces vienen sin luz o muy poca, pero podemos guiarnos por la luz que emana de dentro, del corazón y Alma, así saber, que lo que hay en nuestra particular realidad, es lo que es y hay que aceptar con humildad. Una grandiosa virtud que veo en ti.
Gracias, por compartir siempre tan bello y variado.
Un abrazo, amigo.
Agradecido fico eu...sempre.
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