Olho do exterior o Infinito de haver sempre mais
olho do interior este infinito de haver sempre menos.
As perversões todas, os extremos todos
rodopiam em cada ser
e as ondas de encher e as ondas de vazar
fazem-se eternas no curto gotejar de cada vida.
As possibilidades todas, as verdades e as mentiras
o incompleto de tudo e o completo de nada
ondulam razões, maravilhas e perdições
como cores primárias esquecidas do infinito de tons
esquecidas das igualdades que se fazem desigualdades
em cada pincelada, em cada som que rompe o silêncio de ser.
O correr dos segundos
com a noção de serem sempre corredores
de por mim correrem.
Cada pedaço, cada caminho, cada vida, cada morte
cada extremo escorrido e de novo solidificado
no gelo da incompreensão
das possibilidades todas
que se fazem gotas de encher o lago
de afundar tudo
sempre.
Olho dos extremos, as voltas que os enrolam
no regresso de todos, a tudo ou a nada.
Compreender, conviver, entender e aceitar
a razão de morrer sempre sem ela
em cada agigantar do desconhecer
em cada gota migalha de conhecer nada.
Palavras sempre repetidas nesta igualdade
de as sentir sempre diferentes.
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