Os extremos coexistem
enrolam e cruzam noções e sabores
desenrolam pontas que se tocam
faiscas que se repelem e logo se unem
amargas ou doces, sensatas ou não
repetindo infinitas, as mesmas, sensações, ventura, ilusões
as mesmas variações de um som
que nunca acaba,
eco de si mesmo
mutante permanente de estar vivo
demente veemente silêncio das palavras todas
no jorro todo de estar vivo.
Os extremos existem
inventam razões de ser
redescobertas de estar
reinventam a diferença no jorro de ir
no pulsar de acabar
de cada riacho o rio que continua lento
ou insano, emparedado
turbulento.
Continua por fechar.
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