Faço da cabeça contas
e as que acertam
permanecem
e as que falham
logo esquecem.
São contas de contar areia
gotas de não molhar nada
dores de se aguentarem
sempre.
São dos nomes todos
as contas todas
que andam sempre certas
de serem
as erradas e as certas
que contam sempre.
Contas sempre iguais
de estarem sempre certas
em cada conta de cada cabeça.
Há musgo novo
nas minhas recordações velhas
e as palavras parecem correr num riacho
delas
só delas.
As pedras que o riacho molha
na cabeça permanecem
e as cores fazem-se novas
em cada encher, em cada vazar
de um vazio sempre novo
de haver
de haver ainda
vazios por encher
noções constantes
por entender.
Palavras como névoa e o levantar dela
e a luz e a sombra e o serem
assim mesmo e de novo assim mesmo
refeitas desfeitas e de novo feitas
como névoa de palavras e o levantar delas.
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