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domingo, 7 de abril de 2013
Ampulheta, Asas e Gadanha.
Tempo que voa e a morte ceifa.
Esquerda ou direita e no meio o que se esmaga, Coreias ao Norte e ao Sul, direitos e tortos sem haver diferenças e o que parece não é mas aparece como se fosse gente, pequeno Hitler com armas que felizmente não houve, pobre povo esfomeado em guerra com o Mundo que desconhecem.
Esquerda ou direita e o sumo escorre como rios de horrores sempre, sempre possíveis de uma forma aberrante, tudo é desculpa em cada canalhice que parte pedaço aqui, pedaço acolá enquanto não se parte tudo nas mãos de uma criança, uma qualquer, de barba ou sem barba, cabelo rapado ou por rapar, o mundo está repleto delas, crianças com fogo nas mãos e vontade de um arder de acabar.
Direita que abafa, esquerda que sufoca e o meio de não haver pontes de manias, juízo, megalomania vazia de espelhos, partidos num regresso que pode não haver.
Caminho de tudo estar bem e nunca está, pedras soltas, buracos e tapumes e a permanente sensação de que isto, isto tudo, isto todo, passeia uma ilusão que foge e nem braços e abraços cerrados seguram a sensação, de fugir, de olhar como se estivesse longe, o corpo a matéria de haver meus e de ser.
A minha mãe morreu há um mês, visitei o jardim de pedrinha escura penteada e parei no local em que a suponho guardada, nada se guarda tudo se perde e a meu lado a minha sogra, minha mãe emprestada, como benção de ainda haver valores, ou conquistas por fazer por um ateu incapaz do horror de esquecer.
Holodomor, Holocausto e Coreia e Irão para onde,
para os sonhos de haver crianças livres
em cada adulto preso
num caminho de morte
caminho certo de haver atalhos
tantos desvios
tantos caminhos paralelos
de haver um só caminho certo
a união de todos
no fim.
Dois dias de mensagens repetidas por cemitérios de vivos, símbolos de morte que só os vivos olham.
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As asas do tempo queimaram nos foguetes de um tempo sempre de amanhã enquanto as ampulhetas entupidas se partiram de areia que o tempo come no afiar da gadanha.
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