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sábado, 26 de novembro de 2011

9 Analogias de tudo e de nada

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Há lodo no cais das minhas partidas
e uma flor por vezes
ou um sorriso de criança
e os meus, os meus
que me seguram,
amarrando
a minha fraqueza à força dos sonhos
que ainda posso
e como velas brancas por desfraldar
esquecidas do sonho das partidas
se faz o que enrolo
como mortalha
de um charro que nunca fumarei
e me enrola como velas esquecidas
de navegar ou de arder
de ser ou acabar.

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