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Desde setenta e quatro
quase sem o notar
que a natureza parece irromper
livre, pujante e forte
dos fins de Março, até vinte e cinco
de Abril
depois amocha e as liberdades que pareciam
possíveis
amarelecem
num estio de areias e gotas contadas
evaporadas delicadamente
em cada cabeça que as espirrou
em cada partícula de pólen
em cada semente madura de liberdades
verdes
que o gado pasta como sempre o fez
para que se faça
dos dejectos
o proveito fértil da próxima colheita.
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