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terça-feira, 29 de novembro de 2011

12 A B C

31
O tempo absorve as dores
alegrias
solúveis no segundo que as digere.

Dos prazeres e do sofrimento
quase tudo se esquece no calor que esquece o frio
no frio que não sente o calor.

De um manto cinzento rompem fios dourados
e negros
como restos impossíveis de esquecer
ainda
como marcas
como espaço
de um espaço que se acaba.

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